{"provider_url": "https://www.alvaresmachado.sp.leg.br", "title": "Hist\u00f3ria segundo Jo\u00e3o Paulo Suzuki", "html": "<p>A influ\u00eancia japonesa sobre o in\u00edcio de nossa cidade, foi imensa. Ouve um volume de pessoas que chegou at\u00e9 aqui a partir de 1917 provenientes do Jap\u00e3o, tanto que ainda hoje podemos notar essa presen\u00e7a.</p>\r\n<p>O nome Brej\u00e3o partiu de sugest\u00e3o de Hoshina e Ogassawara, com o intuito de vender estas terras para o plantio de arroz e atrair os japoneses para o cultivo da lavoura. O n\u00facleo nip\u00f4nico de \u00c1lvares Machado foi um dos primeiros do Brasil.</p>\r\n<p>Os primeiros lotes da cidade foram adquiridos por Hoshina e outros por Ogassawara</p>\r\n<p>Kenitiro Hoshin, era negociante de terras, enfrentou v\u00e1rias demandas e acabaria sendo assassinado em 1926, nas proximidades da esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de \u00c1lvares Machado. Antes de vir para Machado, ele esteve na Argentina e nos Estados Unidos a procura de terras boa para plantio de arroz.</p>\r\n<p>As terras na \u00e9poca eram anunciadas pelo Shuukan Nambei-jornal. Seria a primeira publica\u00e7\u00e3o em japon\u00eas do Brasil.</p>\r\n<p>Em setembro de 1917 Tokuda j\u00e1 estava por aqui, contratado para ganhar 8 mil reis por dia de trabalho como oper\u00e1rio de uma empreiteira.</p>\r\n<p>Tokuda conheceu Hoshina que o convidou para voltar ao Brej\u00e3o.</p>\r\n<p>Durante esses anos por aqui se passaram diversas familias japonesas, entre eles:Ryotaro Miyashita, Jiroo Okabe (mission\u00e1rio japon\u00eas),\u00a0 Sukedi Kussaba e os irm\u00e3os Tetsuo, Izoo Mori, Komahei Shibuya, Kenjiro Mukai, Kanno, Tateishi, Takata, Ide, Nishimura, Hatsumura, Higashibaraa, Aoki, SAnzoo, Hirata, Watanabe, Takara, Kamemaso, Honda, Suzuki, Kuwabara, Iseki, Maehata, Ide, Kuwabara, Utida, Nishizawa, Takei, Ito, Miyashita, Yoshio, Yamashita e Yoshinaga.</p>\r\n<p><span>Segundo as principais fam\u00edlias que aqui chegaram, nenhuma outra col\u00f4nia japonesa houve um ingresso t\u00e3o numeroso de pessoas do mesmo cl\u00e3, eram mais de 57 pessoas que aqui chegaram em 1918.</span></p>\r\n<p><b>Trem</b></p>\r\n<p>O trem em \u00c1lvares Machado era oferecido nas propagandas de Hoshina como um dos atrativos para os colonos japoneses se instalarem aqui. A estrada ferrovi\u00e1ria mantinha rela\u00e7\u00f5es com a cidade de Indiana para o pouso de gado. A via entrou em funcionamento no in\u00edcio do s\u00e9culo onde seguia as margens do Rio Santo Anast\u00e1cio at\u00e9 o \u201cParanaz\u00e3o\u201d, cortando \u00c1lvares Machado ao sul.</p>\r\n<p>Na vinda do cl\u00e3 Ogassawara para a cidade, de S\u00e3o Paulo a Indiana, foram mais de 20 horas de viagem pela Maria Fuma\u00e7a. Ao chegar em Indiana receberam a informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o havia trem de passageiros para o Brej\u00e3o (nome antigo da cidade). A boa not\u00edcia, apesar de tudo, \u00e9 que um trem de carga logo partiria levando animais e, caso n\u00e3o se incomodassem de viajar nas chamadas \u201cgaiolas\u201d, poderiam seguir seu destino. Al\u00e9m do desconforto ao compartilhar espa\u00e7o com os animais, tiveram que caminhar mais de tr\u00eas quil\u00f4metros pela floresta at\u00e9 chegarem nas habita\u00e7\u00f5es.</p>\r\n<p><b>Conflito pelas terras</b></p>\r\n<p>A funda\u00e7\u00e3o oficial de \u00c1lvares Machado se deu em 19 de mar\u00e7o de 1916, por Manoel Francisco de Oliveira, conhecido como \u201csitiante grande\u201d.</p>\r\n<p>Os conflitos de terras eram significantes e o local in\u00f3spito possu\u00eda a pecha de violento. Ryotaro Miyashita at\u00e9 lembra que, ao contr\u00e1rio das propagandas de Hoshina falando ser o local um \u201creino de paz\u201d, na realidade, Brej\u00e3o chegava a ser sin\u00f4nimo de assassinatos, devido aos sucessivos embates pela posse das terras.</p>\r\n<p><b>A visita do c\u00f4nsul japon\u00eas </b></p>\r\n<p>Em uma ter\u00e7a-feira, dia 3 de junho de 1924, o c\u00f4nsul japon\u00eas Tatsuke chegou em \u00c1lvares Machado, em um trem especial oferecido pelo Estado de S\u00e3o Paulo onde visitava o interior paulista. O mesmo frequentou a primeira escola de japon\u00eas no bairro Brej\u00e3o, onde foi recepcionado com discursos, jantar e at\u00e9 chegou a cantar. No dia seguinte, visitou toda a col\u00f4nia e assistiu a uma apresenta\u00e7\u00e3o especial de teatro para o visitante na escola Nishibu.</p>\r\n<p><b>O cemit\u00e9rio japon\u00eas </b></p>\r\n<p>O monumento que individualiza a col\u00f4nia japonesa em \u00c1lvares Machado e que sedia todos os anos a solenidade de shokonsai, \u00e9 um cemit\u00e9rio, o \u00fanico da Am\u00e9rica Latina eminentemente nip\u00f4nico. Edilene Takenaka diz que o cemit\u00e9rio surgiu em fins de 1918, onde o mesmo foi preparado em um canto de \u00e1rea de cinco alqueires.</p>\r\n<p>Como aqui n\u00e3o havia cemit\u00e9rio, os corpos tinham que ser sepultados na localidade de Veado (Presidente Prudente), a 15 quil\u00f4metros. Diante o aumento de pessoas e as condi\u00e7\u00f5es insalubres \u2013 ocorriam casos frequentes de mal\u00e1rias, outras doen\u00e7as e assassinatos \u2013 o cemit\u00e9rio era uma grande necessidade.</p>\r\n<p>O cl\u00e3 Ogassawara tinha ganho 500 ienes do jornal japon\u00eas \u201cOsaka Mainichi Shimbum\u201d, para que fosse utilizado em benef\u00edcio da col\u00f4nia. Portanto, os recursos foram destinados a implanta\u00e7\u00e3o do cemit\u00e9rio e de uma escola.</p>\r\n<p>Em 1943, durante a Segunda Guerra, o governo brasileiro proibiu novos sepultamentos no cemit\u00e9rio japon\u00eas. Este foi tombado como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Arqueol\u00f3gico Art\u00edstico do Estado) pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23 de 11 de julho de 1980. O cemit\u00e9rio se localiza na estrada vicinal que liga o munic\u00edpio ao distrito de Coronel Goulart.</p>\r\n<p><i>O \u00fanico brasileiro</i></p>\r\n<p>Das 784 pessoas sepultadas no cemit\u00e9rio japon\u00eas de \u00c1lvares Machado, h\u00e1 apenas um n\u00e3o descendente nip\u00f4nico: Manuel da Silva. Este foi ajudar um grupo de japoneses que tinha um invasor na casa de Izoo Takada. No meio da confus\u00e3o o desconhecido estava munido de uma \u201cpeixeira\u201d e todos do grupo foram esfaqueados. Estes infelizmente faleceram, dentre eles o \u00fanico brasileiro no dia 3 de janeiro de 1920.</p>\r\n<p><b>Shokonsai</b></p>\r\n<p>Dois anos ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o do cemit\u00e9rio, as mais de 70 fam\u00edlias japonesas que havia no Brej\u00e3o, manifestaram a vontade de fazer uma celebra\u00e7\u00e3o para os mortos. Na primeira vez, al\u00e9m da celebra\u00e7\u00e3o pelos antepassados, houve uma luta de sum\u00f4 em homenagem aos falecidos. Dois anos depois, o evento passou a chamar \u201cShokonsai\u201d, que significa \u201cConvite \u00e0s almas para celebrar\u201d ou \u201cCulto aos her\u00f3is\u201d.</p>\r\n<p>\u00c9 realizado at\u00e9 os dias atuais, no segundo domingo do m\u00eas de julho. Inicia-se com uma celebra\u00e7\u00e3o na capela budista, localizada dentro do cemit\u00e9rio, prosseguindo-se com atividades recreativas e apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas tipicamente japonesas, em rever\u00eancia \u00e0 mem\u00f3ria e sofrimento dos falecidos.</p>\r\n<p><b>A primeira escola</b></p>\r\n<p>Os pais dos alunos se cotizaram para custear a constru\u00e7\u00e3o, com paredes de troncos de coqueiro e assoalho de t\u00e1buas. Em 16 de dezembro de 1919, uma ter\u00e7a-feira, as aulas come\u00e7aram no galp\u00e3o de 60 metros quadrados. O primeiro professor, Fukutome, revela que embora n\u00e3o conhecesse profundamente a l\u00edngua portuguesa, sabia o quanto era necess\u00e1rio aos imigrantes aprenderem o idioma da nova terra para conhecerem, al\u00e9m da l\u00edngua, a cultura e os costumes do lugar e participarem ativamente das v\u00e1rias atividades.</p>\r\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o da Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo oficializa a escola em janeiro de 1923.</p>\r\n<p><b>As primeiras associa\u00e7\u00f5es </b></p>\r\n<p>A primeira delas foi a <i>Jijikai</i> e a outra seria a <i>Dooshikai. </i>Durante tr\u00eas domingos de outubro de 1919, a moradia do professor Shiguemasa Fukutome serviu de ambiente para que se reunissem e pretendessem organizar uma entidade que coordenasse as atividades da col\u00f4nia. Naoe Ogassawara foi nomeado como primeiro presidente, escolhido por campanha eleitoral. Tamb\u00e9m foi fundada uma associa\u00e7\u00e3o de jovens, denominada <i>Rengoo.</i></p>\r\n<p>Atualmente h\u00e1 cerca de 37 membros de 14 a 24 anos que formam o Danjo-Seinenkai da Associa\u00e7\u00e3o Cultural Esportiva Agr\u00edcola Nipo-Brasileira de \u00c1lvares Machado. Sua finalidade \u00e9 manter e divulgar a cultura japonesa, participando de diversas atividades da col\u00f4nia e demonstrando a import\u00e2ncia do trabalho coletivo.</p>\r\n<p><b>Crescimento da col\u00f4nia</b></p>\r\n<p>J\u00e1 chegavam colonos tamb\u00e9m de outras nacionalidades que contribu\u00edram para o desenvolvimento do lugar. Em 1925, havia uma linha telef\u00f4nica que permitiaa comunica\u00e7\u00e3o com Presidente Prudente e Santo Anast\u00e1cio. J\u00e1 em 1927, \u00c1lvares Machado foi elevado \u00e0 categoria de distrito de Presidente Prudente. Um ano depois, os servi\u00e7os de eletricidade chegaram \u00e0 cidade atrav\u00e9s de uma linha de transmiss\u00e3o de 11 mil volts.</p>\r\n<p><b>Os templos budistas</b></p>\r\n<p><i>O budismo \u00e9 uma das duas principais religi\u00f5es do Jap\u00e3o. Ele refere-se a uma rela\u00e7\u00e3o harmoniosa com a natureza e com os antepassados. A paz espiritual alcan\u00e7ada atrav\u00e9s da medita\u00e7\u00e3o faz com que os japoneses alcancem uma disciplina que os auxilia na cria\u00e7\u00e3o de um estilo de vida pr\u00f3prio que se compatibiliza com as dificuldades.</i></p>\r\n<p>Atualmente \u00c1lvares Machado possui dois templos: O <i>Koboji</i>, na rua Fernando Costa, e o <i>Anrakoji</i>, na rua Monsenhor Nakamura. No caso deste \u00faltimo, foi preciso uma autoriza\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o, pois a religi\u00e3o oficial do pa\u00eds na \u00e9poca era o catolicismo. Assim que concedida foi levantada a primeira torre de oss\u00e1rios do Brasil, inaugurada em 18 de junho de 1950. Houve ainda um terceiro templo budista, o \u201c<i>Daishidoo Myooshoo-jl</i>\u201d, que se situava na Avenida das Am\u00e9ricas, mas sofreu um inc\u00eandio e foi totalmente destru\u00eddo. Com isso, os membros dessa denomina\u00e7\u00e3o se agruparam ao <i>Kaboji.</i></p>\r\n<p><b>Padre Nakamura</b></p>\r\n<p>Monsenhor Nakamura veio para o Brasil em 1923, a fim de atender as fam\u00edlias japonesas imigrantes. Ele tinha quase 60 anos, era padre havia 26 na ilha de <i>Amami-Oshima</i>, no sul do Jap\u00e3o, mas n\u00e3o relutou em distribuir o que tinha aos pobres do lugar e remar para o Brasil.</p>\r\n<p>O padre percorria cafezais e matas do interior para levar sacramento aos cat\u00f3licos. Al\u00e9m de batizar pessoas e distribuir comunh\u00f5es, fazia longas palestras que cativava at\u00e9 quem n\u00e3o era cat\u00f3lico. Oficialmente, Nakamura batizou 1750 pessoas, 400 delas machadenses.</p>\r\n<p>Os moradores resolveram construir uma capela cat\u00f3lica no bairro e passaram a recolher doa\u00e7\u00f5es. A obra foi em regime de mutir\u00e3o e, no final, sucedia uma simples constru\u00e7\u00e3o de madeira bruta. Havia missa semanalmente e, ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o, o padre ensinava catequese aos jovens. \u00c0 noite, o sacerdote visitava os demais imigrantes japoneses que n\u00e3o eram cat\u00f3licos e deste modo, cativava muitas fam\u00edlias.</p>\r\n<p>Monsenhor Nakamura faleceu as quatro horas da tarde de uma quinta-feira, 14 de mar\u00e7o de 1940, em \u00c1lvares Machado. Ele deixou um prim\u00edssimo legado de evangeliza\u00e7\u00e3o e solidariedade diante a popula\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio. Desde 1991 h\u00e1 um museu em sua homenagem no largo da Igreja Matriz.</p>\r\n<p><b>Plantio</b></p>\r\n<p>O algod\u00e3o surgiria na \u00e1rea para substituir o caf\u00e9, v\u00edtima das geadas de 1931 e 1932, al\u00e9m da crise econ\u00f4mica que atingir o setor da \u00e9poca. Para vender o que produziam, precisavam colocar um saco e meio de feij\u00e3o no lombo de burros e percorrer 15 quil\u00f4metros at\u00e9 o armaz\u00e9m.</p>\r\n<p>A produtividade da batata alcan\u00e7ava cinco anos. O milho da regi\u00e3o tinha p\u00e9s com tr\u00eas metros de altura e cada alqueire chegava a produzir 250 sacas na safra. O algod\u00e3o alcan\u00e7ava 500 arrobas por alqueire.</p>\r\n<p>A crise cafeeira tamb\u00e9m incentivou a cria\u00e7\u00e3o do bicho-da-seda, ou sericultura, como alternativa. J\u00e1 em 1931, havia mais de 30 fam\u00edlias trabalhando com isso. A produ\u00e7\u00e3o de casulos em \u00c1lvares Machado atingiu 3 mil quilos por ano, embora, no per\u00edodo da guerra, os sericultores fossem chamados de anti-patriotas, pois a produ\u00e7\u00e3o serviria de mat\u00e9ria-prima para a fabrica\u00e7\u00e3o de paraquedas dos soldados aliados que lutavam contra o Jap\u00e3o.</p>\r\n<p>Em 1939 a \u201cfebre\u201d foi pela hostel\u00e3. Miyashita diz que a maioria plantou hortel\u00e3, desde m\u00e9dicos, advogados e at\u00e9 mesmo o padre. Diante isso, o pre\u00e7o do quilo do produto caiu de 300 mil r\u00e9is em 1943 para 70 mil r\u00e9is no ano seguinte. Instalaram-se f\u00e1bricas na cidade para processar o produto entre elas a <i>Brasmentol </i>e outra localizada, na \u00e9poca, no centro da cidade.</p>\r\n<p>Os japoneses que trabalhavam a terra nessa \u00e9poca se preocupavam cada vez mais em atingir a produtividade e qualidade. Para incentivar esse objetivo, promoviam competi\u00e7\u00f5es entre os agricultores que cultivavam amendoim, milho, batata, algod\u00e3o, cebola, arroz e feij\u00e3o. A col\u00f4nia, assim, realizava exposi\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas para mostrar os produtos colhidos.</p>\r\n<p><b>Escola de corte e costura</b></p>\r\n<p>Em 11 de fevereiro de 1937, na rua Fernando Costa, num local alugado, dirigido por Kizzo Hirata, a escola iniciava suas atividades com tr\u00eas alunas. Com o crescimento do n\u00famero de alunas, em 1938 a s\u00f3cia Setsuko Harada alugou o sal\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o e transferiu a escola para onde se encontra o Kaikan, onde ficaria por quinze anos.</p>\r\n<p>Como muitas mo\u00e7as residiam nas propriedades rurais, funcionou na escola tamb\u00e9m o regime de internato. Apesar das dificuldades que enfrentaram durante um longo per\u00edodo, as solenidades de formatura eram glamorosas. Havia bailes, apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e exposi\u00e7\u00f5es das pe\u00e7as produzidas pelas alunas. As formaturas promoviam a intera\u00e7\u00e3o entre japoneses e brasileiros, que em certos momentos, encontravam-se abaladas.</p>\r\n<p><b>Gateball</b></p>\r\n<p>O interesse pelo esporte na cidade surgiu em meados dos anos 1980. A associa\u00e7\u00e3o de \u00c1lvares Machado mant\u00e9m sua equipe de<i> gateball </i>a mais de 20 anos e frequentemente participa de competi\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o e at\u00e9 em outros estados. S\u00e3o tr\u00eas as categorias existentes: prata (at\u00e9 59 anos), ouro (de 60 a 71 anos), e diamante (para participantes de 72 anos acima).</p>\r\n<p><i>No gateball o objetivo \u00e9 vencer etapas. Sempre h\u00e1 equipes com uniformes vermelhos e brancos \u2013 lembrando as cores da bandeira japonesa \u2013 e cada time tem cinco participantes.</i></p>\r\n<p>\u00c1lvares Machado possui um campo no bairro Parque dos Orix\u00e1s, com 300 metros quadrados (15x20), apesar do oficial medir 500 m2 (20x15). H\u00e1, na cancha, tr\u00eas gates \u2013 pequenos arcos \u2013 e o goal, uma pequena estaca implantada no centro.</p>\r\n<p><b>A ACEAM hoje</b></p>\r\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Cultural Esportiva e Agr\u00edcola Nipo-Brasileira de \u00c1lvares Machado (ACEAM) re\u00fane atualmente mais de 150 fam\u00edlias nip\u00f4nicas do munic\u00edpio e s\u00e3o muitas as atividades desenvolvidas. Percebe-se que a col\u00f4nia japonesa permanece ativa e realiza eventos com dinamismo, demonstrando o esp\u00edrito colaborativo que caracteriza o povo nip\u00f4nico.\u00a0</p>", "author_name": "ariane", "version": "1.0", "author_url": "https://www.alvaresmachado.sp.leg.br/author/ariane", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal de \u00c1lvares Machado", "type": "rich"}